segunda-feira, 26 de setembro de 2016

IX Semana Teológica

O mês de Setembro é marcado pela Semana Teológica na Faculdade Católica de São José dos Campos que teve este ano a edição número IX. Participamos do quarto dia do evento, que trouxe como tema "A Teologia da Misericórdia, a Ciência e a Tecnologia num papo aberto". E este papo aberto foi direcionado pelo Prof Pe Osmar Cavaca e contou ainda com as ilustres participações de D. Emanuelle Bargellini, OSB Cam e do Engenheiro José Carlos Passos PMP.

Foto: Prof Pe Osmar Cavaca, Engenheiro José Carlos Passos e Dom Emanuelle Bargellini
Fonte: Pode Cornettah

Segundo Prof Pe Osmar Cavaca, na idade média, a Teologia era a rainha das ciências e tudo era regrado por ela e somente no século XVI é que iniciaram-se as divergências entre a Teologia e a Ciência. Durante os séculos XVIII e XIX a Ciência passa a ter uma pretensão de hegemonia do conhecimento e aos aos poucos a Teologia vai sendo tirada das universidades. As duas grandes guerras trouxeram muitas dúvidas para a própria Ciência que, também aos poucos, vai sendo desbancada por não entender e não atender as verdadeiras necessidades dos homens. As interrogações vão se sobrepondo. Há um elemento que transcende a Ciência, pois à medida que ela haje nas realidades, a própria pesquisa vai se modificando, a física vai tomando um caráter de impessoalidade. A Ciência não é uma ralidade a-histórica, ou seja, sempre fez parte da história e no século XX começa a dizer que algo vai além de seus conhecimentos. É preciso dialogar, é preciso conhecer um ao outro, enfim, a Ciência e Teologia iniciam um caminho juntos.

Para D. Emanuelle Bargellini, antes de mais nada, é necessário responder a seguinte pergunta: Qual Teologia e qual Ciência podem entrar em diálogo?  Segundo ele, para se ter um diálogo fecundo, é necessário ter a consciência dos próprios limites e das próprias identidades, além da necessidade e o querer crescer, com a presença da humildade e da misericórdia, sem competição e sem presunção, devem se sentir incompletos. Existe, também, a necessidade humana de se acolher e recolher com dinamismo. A Teologia não pode ser limitada tão somente no aspecto intelectual e, para isto, o primeiro teólogo é cada uma de nós, na nossa individualidade e totalidade. Isso vem do Espirito Santo, envolvendo compromisso pessoal com Cristo. Para ser teólogo é preciso representar a relação com Deus, não é suficiente a formação acadêmica mas, sobretudo, querer a abertura ao desconhecido. O sentido da Teologia para o Cristão é viver a experiência com Deus e a verdade da sua plenitude, ou seja, uma verdadeira passagem pascoal em busca da fé. 

Já o Engenheiro José Carlos diz que é preciso ter os "pés no chão". Teoricamente, tecnologia não tem relação alguma com ciência. Algumas pessoas dizem que tecnologia é uma desgraça e que escraviza os homens, outras pessoas já dizem que é bom e que realmente é o futuro da humanidade. Na verdade, Tecnologia é a aplicação da Ciência, a Tecnologia dialoga com a Ciência o tempo todo, o que pode levar até a uma crise de identidade. A Tecnologia pode ser tanto aplicada para o bem quanto para o mal, como por exemplo, do avanço da medicina para cura de doenças terminais a fabricação de células abortivas. Ficam então algumas perguntas: Tudo aquilo que é possível, é bom? Tudo aquilo que é possível nos aproxima de Deus? As respostas as estas perguntas vão diretamente ao encontro do que diz São Josemaria Escrivá: "Devemos santificar-nos com o trabalho, santificar-no pelo trabalho e santificar-no para o trabalho", por isso, é extremamente importante que façamos um trabalho que gere credibilidade, pois existe uma questão moral entre Ciência e Tecnologia: A moralidade dos atos humanos que se relaciona com ação, materialização, consequência e, sobretudo, intenção do homem. Ao ato humano podem ser atribuídos valores positivos ou negativos. Desta forma, devemos santificar-nos com a tecnologia, santificar-nos pela tecnologia e santificar-nos para a tecnologia.

E exemplo de usar o avanço da tecnologia através da aplicação da ciência, em favor dos preceitos da teologia cristã voltados sobretudo as famílias, é a modernização do sistema virtual através da implementação do novo site e aplicativos do Colégio Franciscano Nossa Senhora Aparecida, que também esteve presente durante toda a semana teológica, para buscar aprendizagem contínua e disseminar ainda mais a Paz e o Bem aos seus alunos, suas famílias e todo corpo docente.

Foto: Representantes do Colégio Franciscano Nnossa Ssenhora Aparecida
Fonte: Pode Cornettah

Grande Abraço,
Eduardo Caetano

sábado, 3 de setembro de 2016

Estamos, todos, nas mãos de Deus!

A Segunda vez é tão ímpar e inigualável quanto a primeira vez... A primeira segunda vez em ter um filho é também emocionante, delirante, angustiante...

Há um mês, Lucas chegou em nossas vidas como um presente de Deus e, como eu digo, para nos tirar da chamada Zona de Conforto. Os desconfortos da recuperação da cirurgia, da amamentação, da adaptação de horários se tornam ínfimos diante da criação de Deus em nossas mãos.

Durante o processo do Pré-natal tivemos o privilégio de sermos acompanhados nas consultas de ultrassom pela Dra Caroline Flores Roubaud de forma muito familiar e acolhedora. Ela foi responsável por nos dar informações que mudarão para sempre nossas vidas. Aquelas consultas foram de muita apreensão e seguida de pura excitação. Ela nos mostrou que era um menino e que tudo estava indo bem. A cada consulta eu me questionava qual a dimensão de sua responsabilidade sobre as famílias que ela atende. 

No dia 3 agosto Lucas resolveu chegar e chegou por volta das oito horas da noite, com peso e altura satisfatórios. Por razões particulares, ele nasceu de cirurgia cesárea, no Hospital Maternidade Policlin de São José dos Campos. A operação foi liderada pelo ginecologista e obstetra Dr Sérgio Ricardo B. Rezende que tem em seu currículo aproximadamente 7.000 partos em seus 24 anos de experiência. A ele confiamos esta tarefa novamente e, na sua pessoa, conseguimos enxergar o comprometimento, experiência e profissionalismo. A situação na qual o conhecemos foi quando tivemos um aborto natural e sua maneira de conduzir nossas vidas dali em diante foi fundamental para que confiássemos plenamente em seu trabalho.


Certamente há quem diga: "Ah, esta história está muito elitizada, falando de hospitais particulares e médicos renomados da nossa região"... mas peço que deixemos esta discussão sócio-econômica para uma próxima oportunidade, por que o objetivo hoje e falarmos do momento mágico da chegado de um filho ao mundo.

Qualquer que seja a forma de nascimento de uma criança, quer seja de cirurgia cesárea, parto normal ou vaginal, parto natural ou na água, os médicos, enfermeiros, parteiros, doulas, nada podem prever. Todos eles estudam muito e se profissionalizam para que nada saia errada, mas o fato é que eles nada podem prever, fatos como uma parada cardiorrespiratória, uma mudança brusca de pressão, um manuseio incorreto dos instrumentos cirúrgicos ou até mesmo uma falha inesperada de algum equipamento.

Nos momentos que antecedem a chegada da criança, nossos pensamentos são tomados tão somente de positividade. Oramos, rezamos, pedimos a Alá, a Buda, as forças superiores que nada dê errada, pois a angústia do nascimento e inversamente proporcional a angústia da morte... e se algo desse errado... qual deles seria salvo? 

E para responder a esta pergunta, penso que: Estamos, todos, nas mãos de Deus!

Foto: Presente de Deus
Fonte: Pode Cornettah
Grande abraço,

Eduardo Caetano