sábado, 13 de agosto de 2016

Pokemon GO x Içá

Fala gente bonita!

Após uma curta licença paternidade, estamos aqui de volta... tomando esta cachaça da escrita!!!

Aí me perguntaram... Você não vai falar nada sobre este negócio de Pokemon GO? Na minha inocência respondi... Poke... o que??? Vixe... Estou ficando velho!!! 

Logo eu, que não sou adepto a jogos virtuais, que acha isso tudo uma bobagem, que cheguei a falar que este troço é uma esquizofrenia generalizada liberada recomendada, tendo que falar sobre um jogo de realidade aumentada que tem feito sucesso entre o público em geral.

Com o argumento de caçar Pokemons, ouvi dizer que pais agora estão indo aos parques brincar com seus filhos, adultos deixaram de ser sedentários... que beleza... mas eu sou de um tempo em caçávamos içá... aquilo sim dava trabalho..,

O aplicativo do Pokemon GO foi mais baixado que o Tinder... será que as pessoas deixaram de caçar relacionamentos? Mas, também, quem não sonhava em ser um mestre pokemon? Marmanjos de 30 até 40 anos podem responder, 

É a mais nova droga lícita pela qual podemos vivenciar uma experiência social em larga escala onde nos prendemos ainda mais aos smartphones, os quais são a continuação física do nosso braço e nos tornam capazes de nos comunicarmos com inúmeras pessoas e, ao mesmo tempo, não percebermos a vida real que acontece ao nosso entorno.

Do ponto de vista de estratégia de jogo e desafio intelectual, Pokemon GO deixa muito a desejar... difícil mesmo era empinar pipa, quando tínhamos colocá-la no alto tendo que entender um pouco sobre velocidade do vento, comprimento da rabiola, potência de subida e ainda fazer um duelo nas alturas... que saudade das cacinhas...

Mas nem tudo está perdido, tudo nesta vida tem dois lados... e Pokemon GO também tem seus aspectos positivos, tanto que já se sabe, por exemplo, que tem auxiliado no tratamento de crianças com autismo, de pessoas com depressão e pessoas com stress. De forma lúdica Pokemon GO tem proporcionado novas inteirações da sociedade e o mundo a sua volta.

E até as igrejas saem ganhando com esta nova febre virtual, pois elas se tornaram os chamados pokestops. Pode ser uma grande oportunidade de evangelizar as pessoas que ali estão e que por algum motivo qualquer não tem participado da vida religiosa. Também é uma excelente oportunidade das igrejas buscarem novas alternativas de comunicação e modernização na forma de evangelização.

Mas enfim, caçar Içá é coisa do passado, caçar Pokemon é coisa do presente mas, o meu negócio mesmo, é caçar promoção de fraldas infantis!

Grande abraço,
Eduardo Caetano