quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

20 Anos do Instituto VOCÊ

Historicamente a PNL surgiu na Universidade da Califórnia (EUA) no início da década de 70, criada por Richard Bandler, matemático, Gestalt terapeuta e estudioso em informática, e por John Grinder, linguista especializado em gramática transformacional. Eles estavam interessados em pesquisar o modelo de excelência de alguns dos melhores terapeutas da época: Virginia Satir, Fritz Perls e Milton Erickson. O objetivo era identificar os padrões linguísticos e comportamentais utilizados por estes profissionais e poder aplicá-los, e posteriormente ensiná-los, obtendo os mesmos resultados extraordinários. Complementando esta definição, o Instituto VOCÊ diz que o nome, Programação Neurolinguística (PNL), é decorrente das seguintes áreas:

Programação: é a codificação da experiência. A palavra é relacionada à informática, sugerindo que nossos pensamentos, sentimentos e ações são "programas". 
Neuro: relacionada à mente e à forma de pensar. Nosso sistema nervoso se utiliza dos cinco sentidos, visão, audição, olfato, tato e paladar, para receber estímulos, internos e externos, e traduzi-los em experiências e padrões de pensamentos e comportamentos.Linguística: relacionado à linguagem verbal e não verbal que utilizamos e pelas quais somos afetados durante a organização dos nossos pensamentos e condutas.

Numa destas coincidências da vida, em meados da década de 70, nascia na pequena Igaratá, cidade interior de São Paulo, um menino chamado Bento Augusto da Cunha Santos, que viria ser o idealizador do Instituto VOCÊ. Mudou-se para a fazenda São Bento, em São José dos Campos, ainda garoto. Seus pais, Célio Santos e Ana Maria, o ensinaram a cuidar da terra, tratar dos animais e produzir seus próprios alimentos.

Aos 17 anos de idade, retornando para São José dos Campos da tradicional festa da FAPIJA, em Jacareí, um caminhão colidiu violentamente com o veículo em que estavam ele, seu pai e seu primo Tiago. O veículo em que eles estavam rodou e capotou. Naquele instante, tomado pelo susto e nervosismo natural da pancada, Bento não conseguiu resgatar seu pai, tirou apenas seu primo, já sem vida, do veículo. Bento saiu do hospital e foi lavado direto ao velório do seu pai que acontecia na fazenda onde moravam. Em cima da mesa da cozinha um jornal estampava a manchete do acidente: “Fazendeiro morre em acidente, Dutra faz mais uma vítima.” 

Por muitos anos Bento carregou a culpa de não ter tirado seu pai do carro no fatídico dia do acidente e, numa forma de que as pessoas reconhecessem o legado de seu pai, ele se dedicou inteiramente a Fazenda São Bento, promovendo festas e eventos, transformando a fazenda em um centro de produções e eventos.

Em um destes momentos únicos da vida, uma ex-namorada o levou para participar de um treinamento de PNL. Obviamente foi reativo ao convite, pois não fazia ideia do que se tratava o tal treinamento... Pois bem, durante o treinamento ele recordou como foi o acidente em que seu pai acabou falecendo, lembrou a hora exata em que seu pai estendeu sua mão direita sobre ele e orou para que sua fé o cobrisse de graça e o salvasse. No instante da lembrança, não houve tristeza e nem desespero. A partir daquele momento retomou sua vida, certo de que não havia culpa alguma pela morte de seu pai. E desde então, ele quer que outras pessoas também tenham esta oportunidade, de encontrar dentro de si a força necessária para se realizarem como individuo.

Da época Igaratá até os dias de hoje já se vão 40 anos de vida e 20 anos de história de sucesso do Instituto VOCÊ, sediado na nossa cidade, São José dos Campos. Através destes treinamentos de PNL podemos perceber, por meio de inúmeros depoimentos e entrevistas que, de fato, ele tem conseguido fazer com que cada um alcance seus objetivos derrubando todos seus obstáculos interiores.

Apenas como curiosidade, é interessante saber que o número 4 parece realmente fazer sentido na vida de Bento Augusto positivamente... Ao longo deste período de PNL, tem trabalhado de forma árdua com cada participante de seus treinamentos, os 4 pilares de sustentação do desenvolvimento humano: Autoestima, Inteligência Emocional, Comunicação e Relacionamentos. Além disso, a palavra VOCÊ, é formada por quatro singelas letras. E para completar, sua família é composta por 4 membros: Bento, sua esposa Ana Paula e suas filhas, Maria Fernanda e Maria Eduarda.

Enfim, após ter treinado mais de 100 mil pessoas ao longo destes 20 anos do Instituto VOCÊ, Bento Augusto, que é hoje empreendedor de sucesso, vitorioso na sua carreia e que superou seus traumas psicológicos adquiridos na sua juventude, nos deixa um alerta, caso ainda tenhamos um sentimento de receio e medo dentro de nós: “Quem se prende no receio acaba estagnado, deixando o tempo passar e os sonhos morrerem dentro de si mesmo”.

Bento Augusto
Foto: Bento Augusto e sua família
No mais, agradeço a honra de poder compartilhar esta história de sucesso!

Grande Abraço,
Eduardo Caetano

Fonte de pesquisa:

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

85 Anos Acreditando no Desenvolvimento do Brasil

Quem já não ouviu falar da história de sucesso da verdadeira lenda viva do empreendedorismo brasileiro que é Ozires Silva? Quem não conhece a história do surgimento da EMBRAER (Empresa Brasileira de Aeronáutica)? Então é quase que uma obrigação, nós joseenses, nós brasileiros, prestarmos esta simples homenagem ao percursor da indústria aeronáutica no Brasil, pelo seu aniversário de 85 anos de idade... 

Alguns fatos interessantes ocorreram no Brasil em 1931, como por exemplo, a assinatura do decreto de abertura do Departamento de Aeronáutica Civil pelo o então Presidente da República, Getúlio Vargas, em 23 de abril; a inauguração do monumento do Cristo Redentor, no Corcovado, no Rio de Janeiro, em 12 de outubro; o nascimento de figuras importantes da nossa história política como o ex-Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso e o ex-Vice Presidente da República, José de Alencar. Também foi o ano de nascimento de Ozires Silva, em 8 de janeiro, o mito brasileiro que sonharia e ousaria seguir os passos de Santos Dumont.

Ozires Silva ainda lembra os pedidos de seu pai, o eletricista Arnaldo de Oliveira Silva, para deixar os estudos de lado com intuito de diminuir as despesas da família, no entanto, sua mãe, a dona de casa e costureira Helena Beldinanzi, era contra essa ideia e o convenceu a não deixar os estudos e então, motivado por ela, nunca mais parou de estudar, fez ensino médio numa escola pública de Bauru, aos 17 anos ingressou na FAB (Força Área Brasileira) e, alguns anos depois, se formou pelo ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica).
Ozires Silva
Foto: Ozires Silva, década de 40 

Antes de pensar em estudar qualquer coisa que fosse, lá pelo fim dos anos 40, sentado no banco da praça, na Avenida Rodrigues Alves, no centro de Bauru, Ozires e seu grande amigo Zico, olhavam para o horizonte, sonhavam acordados com o futuro e se perguntavam como seria possível uma terra que teve Santos Dumont, como criador do avião, não seria capaz de fabricá-los...

No auge de sua juventude ele já tinha, projetada em sua mente, uma fábrica de aviões. Foi, sem dúvida alguma, um visionário. Foi tomado por uma vontade de construir algo realmente significativo para este país. Numa época em que a comunicação era muito precária, onde os pedidos, os requerimentos, os acordos e as solicitações eram feitas através de cartas manuscritas, ou no máximo datilografadas e os desenhos eram feitos manualmente, ele teve coragem e determinação para liderar uma equipe que “tinha tudo para dar errado” (como ele mesmo diz em suas palestras motivacionais), com o objetivo único de projetar e construir o primeiro avião brasileiro. Talvez hoje, nem consigamos imaginar quantas noites em claro eles passaram e quanto sacrifício pessoal optaram por fazer em nome deste objetivo maior. 

Não sejamos injustos, alguns nomes foram de peculiar importância para a realização deste feito histórico como, por exemplo, seu amigo que viria a ser seu sucessor presidencial na empresa e que tinha o nome bem parecido com o seu, o engenheiro Ozílio Silva. Outro nome de extrema importância foi o do Tenente-Brigadeiro do Ar, Paulo Victor da Silva, responsável pelo batismo da primeira aeronave brasileira com o nome: Bandeirante. Segundo ele, este nome foi dado num sentido de que este avião iria certamente desbravar, em todos os aspectos, o “Céu de Brigadeiro” deste imenso mundo. E, num momento político que favoreceu toda a burocracia, nasceu em 1970, a EMBRAER e sua história de sucesso empresarial e industrial é hoje conhecida e reconhecida internacionalmente.


Apenas como uma curiosidade, numa dessas coincidências da vida, também em 1970, a seleção brasileira de futebol liderada por Mário Jorge Lobo Zagallo, nascido em 9 de agosto (Maceió-AL) no mesmo ano em que Ozires Silva nasceu, 1931, conquistaria seu terceiro título mundial.

Maior que o sonho de projetar e fabricar aviões brasileiros, foi a sua “Visão Mercadológica” em relação ao que este produto poderia trazer em benefício para nosso país. Ele sabia, tinha certeza, que através deste produto, o Brasil seria lembrado por todos os cantos, não só pela conquista do futebol, mas também por gerar um produto extremamente robusto, confiável e tecnológico. 

Não satisfeito, no que diz respeito ao seu lado empreendedor, após inserir sua marca no mercado da aviação mundial, Ozires Silva, criou a Pele Nova Biotecnologia, primeiro fruto da Academia Brasileira de Estudos Avançados, uma empresa focada em saúde humana cuja missão é a pesquisa, desenvolvimento e produção de tecnologias inovadoras na área de regeneração e engenharia tecidual. Além disto, mais tarde foi presidente da Petrobras, foi presidente da Varig e também foi ministro da Infraestrutura.

Reconhecido nacionalmente, condecorado internacionalmente, membro de uma série de conselhos e em meio a esta saudável loucura empreendedora, houve tempo ainda de se aventurar na escrita, publicando, até hoje, cinco livros: 1- Nas Asas da Educação: A Trajetória da Embraer; 2- Cartas a um Jovem Empreendedor: Realize seu Sonho, Vale a Pena; 3- A Decolagem de um Sonho: a História da Criação da Embraer, 4- Etanol: a Revolução Verde e Amarela e, 5- Um Líder da Inovação: Biografia do Criador da Embraer, escrita por Decio Fischetti.

Foi casado com dona Therezinha Silva, é pai de três filhos, é avô de sete netos e dois bisnetos e, atualmente, Ozires Silva é reitor do Unimonte, centro universitário em Santos. Também é presidente do Conselho da Anima Educação, é membro do Grupo São José 2030, é presidente do conselho administrativo do WTC (World Trade Center) e colunista do jornal O Vale, aos domingos.

Diante de toda esta trajetória de sucesso não nos resta outra coisa a não ser ficarmos estupefatos e gratos por estarmos colhendo os frutos do seu sucesso. E podemos dizer que esta é uma história digna de ser retratada em uma peça teatral, uma série de televisão até mesmo um filme de longa-metragem... como uma autêntica história de um herói nacional, pois, acima de tudo é um líder nato que acredita no ser humano que está ao seu lado, acredita na arte do saber, acredita na fomentação da pesquisa e desenvolvimento, acredita na motivação gerada, tão somente, através do brilho dos seus olhos e continua, diariamente, acreditando neste pais de oportunidades, chamado Brasil, há 85 anos.

Nós joseenses, nós brasileiros, agradecemos muito por fazermos parte desta história!

Grande abraço,
Eduardo Caetano

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

25 Anos de Música na Ponta dos Pés

Ainda há tempo de falarmos sobre 2015... de falarmos de fatos marcantes... de comemorações significativas... Assim sendo...

Ao som do piano de seu pai, saudoso Professor Nelson, tocando o famoso tango La Cumparsita, a menina Carmem Lúcia tentava seus primeiros passos na dança com apenas 4 anos de idade. Desde então foi tomada por uma paixão avassaladora pela dança. Seu futuro estava escrito, seu destino estava traçado, viveria de dança, viveria pela arte de dançar.
Carmem Lúcia
Foto: Carmem Lúcia, pronta para o seu primeiro espetáculo
Fonte: Acervo do próprio autor

A paixão pelo Ballet Clássico, especificamente, veio ao longo dos anos. Começou a lesionar suas primeiras aulas de dança ainda muito jovem aos, apenas, 15 anos de idade, sob cuidados de sua professora de piano Lúcia Marzzolin Arsilo, na extinta escola de música Sol Maior... e esse SOL a fez brilhar....

O número de alunos aumentou e o “Quartinho do Fundo” da casa de sua mãe deu lugar a uma pequena sala de dança e, nascia assim, sua academia de Ballet. A quantidade de alunos continuou a crescer, por consequência, o quartinho já não era mais suficiente, restando-lhe transformar o quintal da casa de sua mãe em sua academia, assim, a antiga churrasqueira de seu pai deu lugar as barras e aos espelhos. 

A academia de dança Carmem Lúcia Battlet é de origem humilde, simples, oriunda do Jardim da Granja, zona leste de São José dos Campos. Surgiu despretensiosa e hoje está entre as grandes academias de nossa cidade. Já mais estruturada e em parceira com Studio Geração – Personal & Dança, está há alguns bons anos localizada no bairro São Dimas. Seu endereço pode ter mudado, mas o que certamente não muda é sua forma peculiar de educar, de encantar e até mesmo de evangelizar através da dança. Mesmo hoje, em meio a crise econômica e inserida numa sociedade a qual a arte não é um investimento prioritário para muitas de nossas famílias, ela tem resistido ano após ano, mostrando a cada apresentação, a importância da dança a toda comunidade. 

Ao longo de sua trajetória, a bailarina que fez seu pai chorar de orgulho e que hoje faz vários homens também chorar com o mesmo orgulho através de seus alunos e alunas, dançou histórias de encontros e amores, dançou a alegria e entusiasmo. Plantou esperança, fez surgir flores e semeou a paz dançando Tistu, o Menino do Dedo Verde. Dançou histórias do Sítio do Pica Pau Amarelo e entre um passo e outro, entre um ano e outro, não tinha como não dançar nosso amado Jorge Amado. Claro, dançou o futebol... Era o Penta na ponta dos pés. Evangelizou dançando a história de São Francisco de Assis. Dançou a história do nosso Vale do Paraíba. Através das pinceladas pela história da dança houve tempo de dançar a história do sonho do homem de voar. Dançou realmente como mulher brasileira. Que tempo bom foi quando nos mostrou que o essencial é invisível aos olhos pela simplicidade do Pequeno Príncipe. Chegou até a quebrar nozes, antes de dançar Lá Fille Mal Gardee. Com a ponta na pauta, dançou os Saltimbancos e, em 2015, nos presenteou com belos Fios de Prata. 

Fios de Prata
Foto: Apresentação Fios de Prata, Teatro Univap, Dezembro de 2015
Fonte: Acervo do próprio autor

Sua trajetória é uma história de fé, coragem e dedicação. A jovem bailarina se tornou uma experiente bailarina. Cursou duas faculdades, fez pós-graduação, participou de inúmeros festivais, casou-se, tem dois filhos e pelos passos da dança da vida nos mostra que pouco importa a ousadia dos nossos sonhos. Carmem Lúcia nos mostra que o importante é acreditarmos na força incrível que existe dentro de cada um de nós. Nos mostra, principalmente, que devemos escrever a nossa história pelas nossas próprias mãos ou, melhor dizendo, devemos escrever nossa história pelos nossos próprios pés... Pelos nossos próprios passos!

Papai do Céu realmente foi generoso comigo e com muitos outros, por que melhor do que escrever, é participar desta história!!!

Felicidade e Sucesso Sempre! Deus abençoe!

Grande Abraço,

Eduardo Caetano